Brasil x Feminicídio: onde ocorreram os atos, reivindicações e mobilizações que tomaram o país neste domingo (7)
Valença, 08 de dezembro de 2025 — As ruas de várias cidades brasileiras foram tomadas ontem, domingo (7), pela mobilização nacional Mulheres Vivas, que reuniu milhares de pessoas em protesto contra o aumento da violência de gênero e os altos índices de feminicídio no país. As manifestações ocorreram em capitais e grandes centros ao longo de todo o dia, com diferentes horários de concentração, e reforçaram o pedido urgente de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Os atos, que começaram no início da tarde em cidades como São Paulo e avançaram pelo início da noite em regiões como Teresina e Manaus, transformaram praças e avenidas em espaços de resistência, memória e luta.
H2 — Por que os atos aconteceram? Entenda o cenário do feminicídio no Brasil
A mobilização deste domingo foi uma resposta ao dado alarmante divulgado recentemente: o Brasil registrou 1.450 feminicídios em 2024, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, o maior número já contabilizado desde a aprovação da lei que endurece as punições para esse crime.

De acordo com Luciana Sérvulo da Cunha, documentarista, ativista de direitos humanos e coordenadora do Levante Mulheres Vivas, o país vive uma situação crítica. Ela explica os quatro eixos centrais da pauta defendida durante os atos:
- Delegacias da Mulher 24h, com atendimento especializado e novas unidades da Casa da Mulher Brasileira;
- Casas-abrigo e acolhimento emergencial, com rede integrada de proteção;
- Resposta imediata do sistema de justiça, incluindo o cumprimento da Lei da Violência Psicológica;
- Autonomia financeira urgente para mulheres em situação de risco.
Outras reivindicações incluem paridade feminina no poder público, proteção a filhos de vítimas, combate ao ódio digital e execução total do orçamento destinado à prevenção da violência contra a mulher.
H2 — Como foram as manifestações pelo país?
Ontem, diferentes capitais contaram com grande presença popular e de autoridades.
H3 — Brasília teve presença de ministras e lideranças
Na capital federal, participaram dos atos: Márcia Lopes (Mulheres), Anielle Franco (Igualdade Racial), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Esther Dweck (Gestão), além da primeira-dama Janja da Silva.
A ministra Anielle Franco lembrou os assassinatos de Marielle Franco e Mãe Bernadete:
“A gente não admite mais. Estamos aqui para dizer que permaneceremos vivas e lutando.”
H3 — São Paulo, Teresina e Manaus também mobilizaram multidões
- São Paulo começou sua caminhada às 14h;
- Teresina e Manaus iniciaram seus atos às 17h, com grande presença popular e intervenções culturais.
O documento final da mobilização será entregue ao Congresso Nacional, ao Ministério das Mulheres e à Presidência da República.
H2 — Leia também (links sugeridos)
- Bahia registra aumento de casos de violência contra a mulher em 2025
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